A Micnatur é a imagem e marca da empresa Voz da Natureza, uma empresa spin-off da BLC3, cuja atividade principal está centrada em investigação científica e biotecnológica associada ao desenvolvimento de produtos inovadores e diferenciadores em micologia.
A empresa pretende desenvolver atividades de investigação científica ao nível da produção de cogumelos nativos e trufas, reforçando dinâmicas de investimento para a indústria agro-florestal e alimentar. A Micnatur tem como objectivo disponibilizar ao cliente novos produtos à base de cogumelos silvestres e de produção, comercialização de inóculo silvestre de fungos e plantas micorrizadas.
A MicNatur empenha-se em inovar e implementar novas soluções para o mercado atual, adaptando os seus serviços à necessidade de cada cliente. Com recurso à biotecnologia, know-how dos seus recursos e ao apoio prestado pelos seus parceiros de I&DT, a empresa poderá dar respostas adaptadas a cada caso e com maior rapidez.
O projeto visa a identificação, estudo e valorização de variedades de trufas nativas e novas aplicações para a indústria alimentar.
As trufas são cada vez mais um produto de elevado valor acrescentado e os seus subprodutos têm destaque crescente no sector gourmet. Através do projeto Truflavours o consórcio – Voz da Natureza, Associação BLC3 e Escola Superior Agrária - propõe-se a aplicar e desenvolver novas tecnologias para os sectores agroflorestal, restauração e indústrias alimentares. Com vista à criação de produtos de qualidade superior e de carácter inovador e diferenciador, pretende-se com o projeto Truflavours explorar várias oportunidades de negócio associadas aos dois produtos principais: ( i ) plantas micorrizadas com Tuber e Terfezia; ( ii ) aromas de trufas para aplicação na indústria alimentar. Para tal o mesmo visa a realização de atividades de investigação científica, nomeadamente, ao nível da biotecnologia de bioreatores para produção de aromas naturais de trufas e truficultura.
Desenvolvimento e otimização de Substratos Aromatizados para produção de cogumelos nativos com aroma, sabor e textura distintos.
A Voz da Natureza pretende desenvolver e otimizar a produção de cogumelos nativos através da sua produção em substratos aromatizados, conferindo aos cogumelos produzidos aroma, sabor e textura distintos dos existentes no mercado internacional e através do próprio substrato (resultado do presente projeto). Pretende-se assim, evoluir para um novo patamar de conhecimento, nomeadamente ao nível: ( i ) da produção de qualidade superior, com sabor, aroma e textura distintos dos existentes no mercado internacional através do substrato; ( ii ) da realização da análise sensorial dos cogumelos produzidos em substratos aromatizados; ( iii ) da produção de substratos aromatizados que confiram aos cogumelos produzidos sabor, aroma e textura distintos; ( iv ) e da otimização da eficiência biológica e os parâmetros de produção e qualidade dos substratos aromatizados.
Valorização integral de subprodutos resultantes da produção de cogumelos em bioextractos: melhoria da qualidade, segurança e otimização do metabolismo económico da cadeia de produção.
O consórcio MicoBioExtract pretende desenvolver atividades de investigação e desenvolvimento no âmbito da economia circular e biotecnologia, através da valorização de subprodutos e resíduos da produção de cogumelos em sistema fechado para a produção de novos ingredientes e revestimentos alimentares.
A Iniciativa FitoMicorrizas visa alcançar novas estratégias de valorização dos recursos florestais nativos, através da aplicação e desenvolvimento de novas soluções que permitam aumentar a eficiência produtiva de plantas micorrizadas e cogumelos silvestres.
Nesta iniciativa pretende-se com o recurso a fitoestrogénios melhorar a interação entre o fungo e a planta, de forma a criar condições mais favoráveis ao estabelecimento da associação simbiótica entre os dois organismos. Desta forma, criar-se-á mais-valia de forma a tornar sustentáveis as áreas de espécies autóctones exploradas em longas rotações, criando um retorno económico a curto prazo através da produção de cogumelos comestíveis, potenciando e inovando as suas produções. Portugal e a sua floresta possuem as condições ideais para a produção biológica de cogumelos silvestres, uma vez que o território é influenciado por dois tipos de clima: o atlântico e o mediterrâneo. Há, no entanto, outros fatores para além do clima, que aumentam a complexidade e diversidade da floresta portuguesa, como a natureza do solo, a proximidade do mar e a altitude, tudo em benefício de condições únicas para a proliferação e desenvolvimento de cogumelos de sabor intenso.
A iniciativa MicoCoating visa a aplicação de compostos bioativos de origem natural, via cogumelos que produzam compostos funcionais, em revestimentos comestíveis para o mercado alimentar.
Atualmente o aumento do tempo de prateleira, via mercado biológico, através da redução significativa de conservantes no contexto do mercado cleanlabel, e ainda a procura do consumidor por alimentos mais saudáveis, é um dos principais desafios da indústria alimentar. A utilização de filmes e revestimentos comestíveis tem-se revelado uma tecnologia com grande potencial para atingir maiores tempos de prateleira, assegurando simultaneamente a segurança alimentar e atributos de qualidade. As exigências de mercado têm levado à necessidade de aposta em compostos alternativos para aplicação em revestimentos que inativem as reações deteriorantes nos alimentos ao mesmo tempo que garantem os seus atributos de qualidade esperados pelo consumidor.
Os compostos que constituem os revestimentos devem cumprir determinados requisitos, nomeadamente ter origem natural, serem renováveis e edíveis, devendo ainda, se possível, conferir aos revestimentos propriedades bioativas e conservantes. A procura de novos compostos abriu novas oportunidades para a incorporação de conservantes naturais derivados de plantas, animais, bactérias, algas e fungos que atuam como agentes antioxidantes e antimicrobianos. Entre os fungos, os cogumelos são geralmente consumidos como alimentos e foi já demonstrado, nomeadamente pelo grupo operacional, que possuem potencial para serem usados como fonte de antimicrobianos e antioxidantes. Assim, a aposta em cogumelos de espécies silvestres (coprodutos florestais, sem valor alimentar) e cogumelos de produção (por recurso a substratos agroflorestais) como fonte de compostos funcionais apresenta-se como uma ótima oportunidade de alto valor acrescentado. Tendo em consideração os mais recentes desenvolvimentos, o principal objetivo desta iniciativa é a aplicação de compostos bioativos de origem natural, via cogumelos que produzam compostos funcionais, em revestimentos comestíveis para o mercado alimentar, para aumentar o tempo de prateleira, atribuindo novas propriedades como atividade antioxidante, antimicrobiana e enzimática.
A iniciativa PinusResina pretende identificar/estabelecer novas cadeias de valor de transformação e valorização, competitiva e segura, da resina de pinheiro em produtos de alto valor acrescentado, com a missão de aumentar a competitividade e a sustentabilidade da floresta de pinheiro bravo e manso em Portugal.
A inovação e o aumento de conhecimento sobre um importante recurso da floresta portuguesa suportam a sua exploração de forma diferenciada em relação aos produtores dos mercados externos, aumentando a eficiência e a competitividade da gestão florestal. A resina portuguesa destaca-se da restante produção internacional pela sua qualidade superior e potencial de aplicação para a indústria da química fina. Contudo, essa vertente não tem sido explorada, nem a influência e a variabilidade da resina na qualidade da goma de resina. O principal valor acrescentado da goma de resina envolve a bio-transformação dos seus compostos (ácidos), principalmente através de isomerização para ácido abiético e desidrogenação a ácido desidroabiético: novos produtos com potencial de aplicação na indústria da química fina.
Desenvolvimento de produtos e ingredientes alimentares bioativos através de recursos agrícolas endógenos portugueses para uma alimentação saudável.
Em resposta à busca dos consumidores por produtos naturais à base de plantas e os seus extratos, estes têm surgido cada vez mais no mercado, principalmente na forma de “snacks” e bebidas. A aceitabilidade destes produtos tem sido elevada, o que tem levado a uma crescente investigação e inovação na área de ingredientes vegetais. Contudo, os ingredientes à base de plantas e dos seus extratos têm sido principalmente obtidos a partir de espécies não endógenas (ex.: ginseng e hibisco), não sendo exploradas fontes vegetais endógenas portuguesas como as frutas tradicionais (ex.: refugos ou fruta com calibre de maçã, cereja e o Marmelo) e plantas aromáticas (ex.: rosmaninho e hortelã menta). As espécies vegetais endógenas portuguesas apresentam uma composição nutricional e rica em compostos bioativos que tem vindo a ser explorada e comprovada cientificamente, mas que não tem sido devidamente valorizada no contexto do mercado alimentar.
O projeto da Voz da Natureza surgiu da necessidade de valorização dos coprodutos florestais.
A MicNatur marca presença para divulgação dos seus produtos, os cogumelos, um importante coproduto da floresta da região.
A BLC3 quer transformar a produção de cogumelos num sector vital de exportação para o Interior Centro.
A BLC3 – Plataforma de Desenvolvimento da Região Interior Centro acaba de ver aprovados, através dos fundos comunitários da União Europeia, dois projectos de inovação tecnológica para alavancar o desenvolvimento da produção de dois grandes embaixadores da gastronomia portuguesa: o Queijo Serra da Estrela DOP e os cogumelos silvestres nativos.
Em Oliveira do Hospital está a ser desenvolvido um projecto de investigação e produção de cogumelos silvestres numa parceria entre a Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro (BLC3), a Universidade de Coimbra (UC) e a Voz da Natureza, uma empresa com actividade na área da investigação científica e tecnológica para o desenvolvimento de produtos inovadores.
Explorar o potencial económico de uma das maiores riquezas que se "esconde" nos ecossistemas florestais é o grande objectivo de um projecto biotecnológico que a BLC 3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro está a desenvolver conjuntamente com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e a Voz da Natureza – uma empresa com actividade na área da investigação científica e tecnológica para o desenvolvimento de produtos inovadores.